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Psilocibina: a semente mística dos Cogumelos Mágicos

Atualizado: Mai 13

Nesta postagem eu irei abordar sobre um elemento da natureza que definitivamente transformou minha vida. É o responsável centralmente pelo meu desenvolvimento pessoal a partir de uma condição profundamente doentia em que eu estava atravessando. O elemento em específico se chama “Psilocibina”, mas está presente nos cogumelos psicodélicos do tipo psilocybe cubensis. Quero fazer um apanhado geral de informações sobre esse tema, e no final contar um pouco sobre minhas experiências com este fungo. Irei separar este apanhado em duas breves contextualizações importantes: contexto histórico, e contexto científico dos cogumelos psilocibinos (ou cogumelos mágicos). Acompanhe o artigo para conhecer mais sobre este fascinante tema!


Os cogumelos mágicos, (onde os mais comuns no Brasil são os psilocybe cubensis), têm uma história bem antiga perante a humanidade em geral. Os primeiros registros mais antigos referentes aos cogumelos, dentre vários outros hoje existentes, foram feitos através de esculturas antigas encontradas no Egito, que possivelmente fazem parte do Egito Antigo, há cerca de 5000 anos. As principais referências encontradas foram com relação à uma coroa branca (hedjet, nefer ou nefer branca) utilizada pelo Alto Egito, onde no seu formato fazia referência ao corpo de frutificação de um cogumelo psilocybe cubensis (figura 1). E uma outra coroa utilizada pelo Alto Egito num período posterior chamada Coroa Tripla ou hemhe, que também foi assemelhada com um período da geração dos cogumelos cubensis, agrupados em seu nascimento (Figura 2).


Figura 1: onde (A) e (B) são os cogumelos no nascimento, e (C) e (D) são figuras egípcias das coroas brancas.



Figura 2: onde (A) e (C) são cogumelos agrupados no nascimento, e (B) é uma figura egípcia da Coroa Tripla.


Outras verídicas documentações das primeiras ocorrências do uso cultural deste fungo do gênero Psilocybe, dentre várias, ocorreram a partir de escavações de templos dos povos Maias na América, possivelmente há cerca de 2000 anos, onde foram encontradas pequenas estátuas esculpidas em rochas que possuíam o formato de um cogumelo (figura 3). Posteriormente foi constatado que os Maias e Astecas ao longo de milhares de anos, utilizavam esses cogumelos como elemento central nos seus principais rituais espirituais, medicinais e políticos, onde também inspiraram o surgimento de diversas divindades ligadas à cultura desse fungo, destacando-se o deus asteca Xochipilli, o deus da música, do amor, da arte, jogos, beleza, dança, juventude e flores na mitologia asteca, qual possuía em seu corpo entalhes ou estampas que exibiam o corpo de frutificação dos cogumelos (figura 4). Esses cogumelos possuíam tanta importância que foram transformados em sacramento, o qual recebeu o nome de Teonanácatl, que na linguagem asteca significa carne-dos-deuses.


Figura 3: Estátuas em um Templo Maia esculpidas em rochas.


Figura 4: Estátua do deus asteca Xochipilli.


Essas culturas (Maia e Asteca) permearam firmemente até o período da colonização espanhola, no século XVI, onde o princípio colonizador de exploração e destruição devastou praticamente por inteiro as práticas culturais dos povos nativos, devastação essa feita principalmente pela Igreja Católica da Espanha, que via nas manifestações e expressões corporais geradas nos rituais xamânicos utilizando os cogumelos (como as danças realizadas em um estado de transe), juntamente com a ideia de expansão da mente que os povos cultuavam, como uma espécie de manifestação demoníaca do uso desses cogumelos. Portanto, muitos fiéis católicos empregaram com força perseguições contra os rituais xamânicos, e a Igreja destruiu a maior parte dos documentos e registros históricos desses povos antigos, para poder disseminar a religião naquela localidade, que hoje localiza-se na região do atual México.

Após cerca de 350 anos de completo desprezo e desconhecimento das grandes comunidades, os cogumelos começaram a ser considerados por volta do final da década de 1950, pela comunidade científica que observou um profundo potencial medicinal no uso desses cogumelos e outras substâncias psicodélicas. O primeiro a relatar globalmente uma experiência com o uso dos cogumelos psilocibinos foi Gordon Wasson, que na época era um banqueiro que vivia nos Estados Unidos, onde se tornou posteriormente um respeitado micologista. Wasson ficou sabendo sobre este poderoso fungo, e fez uma expedição com sua esposa pelo México, onde em 1957 teve um transformador encontro com María Sabina, uma curandeira e xamã do povo indígena mazateca que viveu na Sierra Mazateca, em Oaxaca, no sul do México.

Neste encontro, Wasson passou pela experiência de participar de um ritual xamânico poderoso utilizando o cogumelo mágico, e quando voltou aos Estados Unidos, divulgou um artigo sobre o assunto, seguido de diversos outros artigos num processo de estudo feito por várias outras pessoas que se interessaram. Wasson na época entrou em contato com Albert Hofmann, um brilhante cientista suiço conhecido por sintetizar o Ácido Lisérgico (LSD), onde juntos viajaram para o México, e tiveram experiências psicodélicas com os cogumelos, sendo guiados pela própria María Sabina. Após isso, Hofmann pela primeira vez isola quimicamente o princípio ativo daqueles cogumelos, a psilocibina. E a partir daí essa substância começa a ser pesquisada e utilizada em massa pela comunidade científica durante o final da década de 1950 e toda a década de 1960.

Neste momento, os cientistas realmente fizeram um trabalho brilhante nas pesquisas, porém um tanto excessivo nas aplicações das principais substâncias psicodélicas estudadas (psilocibina, LSD, DMT e mescalina). O caminho se mostrava proeminente, e várias condições médicas estavam sendo muito eficazmente supridas pelo uso dessas substâncias. E portanto, uma boa parcela da sociedade começou a entrar em contato com os psicodélicos, e puderam ver o quão poderosos são. Porém, junto ao uso quase que descontrolado que estava surgindo na época, muitas pessoas começaram a utilizar os psicodélicos fugindo dos protocolos criados pelos cientistas e médicos. Tonificado por diversos artistas que começaram a divulgar suas experiências psicodélicas na época, o uso descontrolado dos psicodélicos gerou uma onda cultural muito forte principalmente nos Estados Unidos, caracterizada pelos movimentos hippie, punk, rock, dentre outros.

Essa mesma parcela da sociedade, vivenciava um violento choque cultural com o governo dos EUA, que naquela época estava aplicando uma política de guerra contra o Vietnã, para exploração da região. Estes movimentos culturais, que estavam marcados pelo uso descontrolado de psicodélicos e outras substâncias (como também a cannabis por exemplo), lutavam bravamente contra esta política de guerra, pois defendiam um regime político anti armas e pacifista. Neste contexto, como resposta do governo americano, esses movimentos sofreram brutais repressões culturais, onde em meio há várias ações opressoras, se destacou a proibição de todas as substâncias que estavam atreladas a esses movimentos. E então nesse período, houve uma intensa e persistente campanha de proibição dos psicodélicos espalhada pelo mundo todo, e em pouco tempo durante a década de 1970/80, a maioria dos países, inclusive o Brasil, já tinham proibido as principais substâncias psicodélicas. Onde nem mesmo os cientistas poderiam pesquisar e estudar sobre. Foi um período violento e injusto para com os psicodélicos e outras substâncias, que também atingiu fortemente a cultura brasileira.

Posteriormente a este período, no final dos anos 90, e início dos anos 2000, alguns poucos estudos começaram a ressurgir, através de grupos privados interessados neste tema. A partir daí, os estudos têm avançado consideravelmente, pois estes grupos de investimento privado começaram a aumentar e investir cada vez mais. E nos últimos anos, as pesquisas têm avançado enormemente, de uma forma nunca antes vista. Com o investimento de uma grande parte das empresas do vale do silício, e outras grandes empresas pelo mundo, um grupo de cientistas está desenvolvendo pesquisas super importantes e reveladoras, já que ná época em que a comunidade científica podia estudar essas substâncias com o apoio governamental, muitos equipamentos tecnológicos de ponta que são utilizados hoje para pesquisa, não existiam. Portanto hoje em dia estamos tendo a oportunidade de observar este universo de uma forma muito mais minuciosa. Essas pesquisas, que estão sendo desenvolvidas desde aproximadamente 2006, estão sendo observadas pela comunidade científica como uma grande descoberta da ciência, que irá revolucionar várias áreas que a compete, principalmente a antiga e tradicional Psiquiatria.

Com estudos relacionados à profunda eficácia dessas substâncias, onde a psilocibina se encontra como uma das principais no tratamento de importantes e urgentes doenças mentais complexas que não estão sendo devidamente tratadas, como a depressão, ansiedade, transtornos por traumas, vícios e outros, nos encontramos num período de renascimento dessa temática, onde nos próximos anos iremos observar as grandes mudanças que estas substância irão promover nas sociedades, onde destacadamente se encontra a psilocibina.

Hoje em dia, já temos no Brasil projetos como o Instituto Phaneros, que é o primeiro grupo de pesquisas de Psicoterapia Assistida por Psicodélicos do Brasil. Liderado pelo neurocientista e empreendedor brasileiro Eduardo Schenberg, que inclusive faz parte desse grupo de cientistas pelo mundo que estão liderando as pesquisas sobre as substâncias psicodélicas. Temos também o MAPS (Multidisciplinary Association for Psychedelic Studies), uma associação multidisciplinar que é responsável por estudos psicodélicos. E grandes universidades do mundo, como a Johns Hopkins University (EUA) e a Imperial College London (Londres), que estão conduzindo os principais estudos científicos sobre as substâncias psicodélicas.


Esses diversos estudos científicos relataram várias informações muito reveladoras sobre o uso das substâncias psicodélicas, sobretudo a psilocibina que está se destacando em algumas pesquisas sobre o potencial terapêutico que ela tem perante a doenças mentais como depressão, ansiedade, distúrbios por traumas, vícios recorrentes, e outras. Antes de explicar melhor sobre o contexto científico da psilocibina, quero aqui destacar dois dos principais e fascinantes estudos científicos sobre essa substância, que relatam em bom tom os benefícios à saúde mental obtidos através das experiências terapêuticas desse poderoso psicodélico.

O primeiro estudo foi feito na universidade Imperial College de Londres, publicado em julho de 2016 na revista científica The Lancet Psychiatry, chamado Psilocybin with psychological support for treatment-resistant depression: an open-label feasibility study, que retrata a psilocibina com suporte psicológico para a depressão resistente ao tratamento. Pessoas que estão nesse quadro, praticamente nunca melhoraram seu estado de depressão, onde mesmo com os tratamentos tradicionais oferecidos (terapias comportamentais da Psicologia, terapias analíticas da Psicanálise e intervenções medicamentosas da Psiquiatria), essas pessoas continuaram com seu sofrimento a flor da pele, sem nenhuma melhora significativa (onde faço parte dessa parcela da população). Um grupo de pessoas com esse perfil, foi utilizado como pacientes nesses estudos terapêuticos, e o resultado foi realmente emocionante. Quase todas as pessoas relataram uma melhora muito significativa em seus quadros psicológicos, o resultado de efetividade da psilocibina para esses casos foi maior do que 80% e essa faixa se repete nos outros estudos. Pessoas que estavam sofrendo uma condição severa de depressão sem resultado por medicamentos, por em média 14 anos seguidos (algumas a mais de 30 anos), sentiram um resultado transformador e quase que curador numa só sessão com a psilocibina. São anos de tentativa dos principais setores da Medicina de amenizar o sofrimento, resumidos em horas nas sessões com os pesquisadores. A efetividade é extremamente assustadora, e representa uma revolução sobretudo na medicina psiquiátrica, e acredito que em poucos anos teremos uma grande demanda por esse tipo de terapia.

O outro estudo que gostaria de destacar foi publicado no National Institutes of Health, em dezembro de 2016 produzido na universidade Johns Hopkins nos EUA, chamado Psilocybin produces substantial and sustained decreases in depression and anxiety in patients with life-threatening cancer: A randomized double-blind trial, que se trata do uso de psilocibina para reduzir substancialmente a depressão e ansiedade em pacientes de câncer terminal. É um estudo igualmente emocionante onde diversas pessoas condenadas à morte por suas doenças terminais, em que viviam uma vida extremamente amargurada, deprimida e ansiosa, puderam ter a chance de experimentar uma experiência transformadora com a psilocibina, onde após passar pelo processo terapêutico desenvolvido pelos pesquisadores com acompanhamento de médicos e terapeutas, essas pessoas começaram a fascinantemente encarar a morte por outra perspectiva. Pessoas que estavam desesperadas, desamparadas e deprimidas, passaram a aceitar a sua condição, e conseguir viver seus dias de vida mais confortavelmente. Acredito ser isso algo extraordinariamente fascinante! O que essas pessoas experimentaram definitivamente não tem preço, a liberdade que elas sentiram com certeza é transformadora, e poder observarmos isso acontecendo em nossa era, para mim, é algo realmente motivador.

Existem vários outros estudos acerca do potencial terapêutico da psilocibina e outras substâncias psicodélicas, como este estudo sobre o seu potencial em facilitar a cessação do tabagismo, que acho muito interessante, mas quero destacar apenas esses dois como forma de expor introdutoriamente esse potencial da substância psicodélica contida nos cogumelos mágicos.

Através desses estudos, algumas informações científicas pertinentes foram obtidas, as quais quero abordar aqui neste artigo também. Portanto segue algumas informações interessantes sobre a psilocibina.


Fórmula química e nomenclatura: C12H17N2O4P (O-Fosforil-4-Hidróxi-N,N-Dimetiltriptamina).

A psilocibina age no cérebro como agonista do receptor de serotonina, do grupo 5-HT2A. Isso significa que ela age no cérebro semelhantemente a serotonina. Ativando os neurônios desse grupo de receptores. Esses neurônios ficam no córtex do cérebro, região bastante importante para o nosso senso de individualidade. Essa é a região que o ser humano desenvolveu quando se tornou homo sapiens, um animal moderno e extremamente racional, área que mais se desenvolve até os dias atuais. É também nesta área que se localiza a rede de modo padrão (ou DMN, default mode network), ativa quando o indivíduo está pensando nos outros, pensando em si mesmo, lembrando-se do passado e planejando o futuro (portanto se o Ego de Freud tiver um endereço no cérebro, acredito ser provavelmente nesta região), além de diversas outras funções cerebrais mantendo a mente em uma estrutura de redes padrão, sendo responsável por conduzir os diferentes ligamentos entre diferentes áreas do cérebro.

Esta rede está ligada negativamente para com algumas doenças mentais, onde em sua disfunção, por exemplo, podem ser responsável pelo Alzheimer e o transtorno do espectro do autismo. E por outro lado, em doenças menos disfuncionais e mais concentradoras, como as doenças consideradas neuróticas, como a depressão por exemplo, podem estar relacionadas à ativação excessiva desta rede neural.

No caso da psilocibina e os outros psicodélicos clássicos (LSD, DMT e mescalina), essa região é diretamente desabilitada pela desordem causada no efeito dessas substâncias, que modificam a sinapse e as ondas cerebrais, aumentando a frequência dessas ondas. Essa desabilitação da rede padrão, onde por ali eram feitas as principais ligações neurais, junto ao aumento da frequência das ondas cerebrais, novas ligações entre áreas distintas no cérebro que não se comunicavam diretamente (pois antes passava pela rede de modo padrão), começam a acontecer, alterando assim o estado da consciência para um estado não ordinário, ou extraordinário, ampliando as capacidades do consciente.

Esta ampliação do consciente promovida pelo efeito químico agonista da psilocibina e outros psicodélicos, permite que a pessoa tenha experiências místicas, que quando interagidas com o indivíduo podem trazer autoaprendizado, autocompreensão, desenvolvimento espiritual e melhoras nas suas inter-relações pessoais com os outros e com o mundo. O fascinante é que essas informações que estou expondo, foram baseadas na minha leitura de diversos artigos científicos, e assim quero comentar um fato curioso que observei nesta jornada de leitura.

Em alguns estudos feitos pela comunidade científica (inclusive o primeiro e talvez mais importante na atualidade) , na parte em que relatava sobre os resultados coletados das experiências, os cientistas explicaram que para analisar a atividade cerebral dos pacientes, utilizaram da Imagem por Ressonância Magnética funcional (fMRI, functional Magnetic Resonance Imaging), e através dessa análise do cérebro, conseguiram identificar o seu comportamento no momento em que as pessoas estavam passando pelas experiências místicas, e o que achei realmente incrível foi que nesses estudos científicos, os cientistas utilizaram definitivamente o termo “experiência mística”, pela primeira vez em um estudo científico (inclusive citado no título do artigo em alguns casos). Ou seja, pela primeira vez em toda a história da humanidade, a Ciência está através de seus equipamentos tecnológicos, identificando o misticismo. Para mim, isto é extremamente impressionante, e revela claramente a primeira aliança entre a Ciência ocidental e a mística Espiritualidade.

Quero terminar essa contextualização científica, esclarecendo que todo esse resultado atingido pelos pesquisadores, só foi possível pelo rígido e exigente processo de pesquisa científica, que passa por rigorosos protocolos, que definem um set & setting (ambientação, acompanhamento, uso de músicas específicas, entre outros) necessário a ser aplicado. Além do auxílio direto de médicos psiquiatras e terapeutas no momento das sessões. Portanto, não é apenas no uso esporádico dos cogumelos que se atingirá este potencial terapêutico. Mas esses estudos sem dúvidas nos revelam um universo inteiro de descobertas ainda não feitas acerca dessas substâncias místicas e tão poderosas.

Minha experiência com esse universo psicodélico foi num momento em que eu vivia num estado muito profundo de depressão, e aconteceu de uma forma repentina. Eu conheci pela primeira vez sobre, em um podcast chamado Hotboxin' With Mike Tyson, apresentado (na época) pelo Mike Tyson, lenda do boxe americano, e Eben Britton, ex-jogador de futebol americano. Foi num episódio onde o Mike fala sobre uma experiência que mudou sua vida. Ele tinha provado várias vezes do que ele chamava de “the toad”, que significa “o sapo” em português. Dizia que ter experimentado isso transformou sua vida, mudou toda a forma com que ele via o mundo. E eu, que já conhecia a sua história por ser um admirador da sua arte, fiquei espantado em como ele realmente parecia diferente. O Mike que eu tinha visto até então era violento, bruto, raivoso, soberano, orgulhoso. E aquele Mike Tyson que estava falando no vídeo era amoroso, pacífico, filosófico, profundo. Foi então que eu realmente fiquei interessado em conhecer aquilo que transformou absolutamente um homem que por sua própria história estava perdido nesse mundo.

Quando pesquisei mais a fundo, descobri que aquilo que ele tinha utilizado era um veneno de um sapo que vive no sudoeste dos Estados Unidos e norte do México chamado “Bufos alvarius”, onde em seu veneno e sua pele contém 5-MeO-DMT, uma molécula que contém DMT, um dos clássicos psicodélicos. Esse veneno pode ser fumado, e é talvez uma das experiências mais fortes que se tem com psicodélicos, o efeito começa segundos após o uso, dura em torno de 15 a 30 minutos e pode ser explicada como uma experiência de quase-morte, onde o indivíduo realmente sente a sensação de morte. É uma das experiências intensa e muito reveladora, capaz de transformar um ser humano. E foi o que aconteceu com Mike Tyson, e o que me fez ficar muito interessado nessa temática.

Depois de semanas dedicadas de estudo aprofundado sobre esse tema, cheguei à conclusão de que no contexto em que eu vivo, a psilocibina seria o melhor e mais acessível psicodélico em meu interesse, além de ser comprovadamente o mais seguro de todos. Dessa forma, comecei a estudar profundamente sobre os cogumelos mágicos, entender como é seu cultivo, ter diversas e diferentes experiências psicodélicas com eles, e refletir muito sobre aquilo que estava experienciando. Sempre fazendo da forma mais segura que podia, seguindo ao máximo possível os formatos utilizados nas mais atuais pesquisas científicas para terapia.

Após um período de cerca de quatro meses estudando e tendo profundas experiências, observo que elas transformaram minha vida, aliviando um terrível sofrimento de morte que me acompanhava, me oferecendo ótimas ideias para meu percurso, e me possibilitando tomar um mínimo porém não antes existente controle de mim mesmo, para poder seguir este caminho que estou desenvolvendo. Colecionei muitos aprendizados, e a partir deles desenvolvi uma área do site chamada "Psilotropia", que explica sobre uma prática desenvolvida para auxiliar os indivíduos em sua jornada com psicodélicos psilocibinos. (Acesse aqui para conhecer) Pois acredito piamente que como essas experiências mudaram minha vida, e a de Mike Tyson, poderá transformar muitas outras vidas através da minha ajuda.

Essa foi um pouco da minha experiência com a psilocibina, a semente mística dos cogumelos mágicos, e esse foi meu artigo explicativo sobre essa temática, que me tanto é fascinante.



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